Uma oração clivada pega uma frase simples e a divide em duas orações, para que uma informação específica fique em destaque. O inglês tem duas estruturas comuns para isso: uma começa com It was/is..., a outra com What....
Atalho rápido: Maria called me é neutro. It was Maria who called me coloca Maria em destaque — a mesma informação, mas com outro foco.
A clivada com it: It was/is + a parte destacada + that/who
O esquema da clivada com it é: It + be + a informação destacada + that/who + o resto da frase. Ela pode destacar quase qualquer parte da frase: o sujeito, o objeto, uma expressão de tempo ou um lugar:
| Frase simples | Clivada com it, destacando... |
|---|---|
| Maria called me yesterday. | It was Maria who called me yesterday. (o sujeito) |
| Maria called me yesterday. | It was me that Maria called yesterday. (o objeto) |
| Maria called me yesterday. | It was yesterday that Maria called me. (o momento) |
Com uma pessoa, o inglês do dia a dia usa tanto who quanto that (It was Maria who called / It was Maria that called). Com uma coisa, uma expressão de tempo ou um lugar, usa-se that, nunca who: ✅ It was the phone call that surprised me, nunca ❌ It was the phone call who surprised me.
O português tem uma estrutura bem parecida com foi... quem/que: "Foi a Maria quem ligou" funciona quase como a clivada inglesa com it. Mas cuidado: em inglês, It fica fixo mesmo no plural (It was the students who called), e com pessoas o inglês pode usar who ou that; com coisas, tempos e lugares, usa-se that, nunca who.
A clivada com what: What... is/was + a parte destacada
A clivada com what (também chamada de pseudoclivada) coloca primeiro uma oração com What, que funciona como sujeito, seguida de be e da informação destacada:
- I need a break. → What I need is a break.
- His reaction surprised me. → What surprised me was his reaction.
- She wants to travel more. → What she wants is to travel more.
Uma clivada com what geralmente destaca uma coisa, uma ação ou uma ideia — não a pessoa que fez algo. Para destacar quem fez algo, a escolha natural é a clivada com it: ✅ It was Maria who called, não ❌ What called me was Maria.
All pode substituir What para um sentido um pouco mais restritivo, como "nada além disso": All I need is a break (compare com o mais neutro What I need is a break).
Como escolher entre as duas
A clivada com it é a ferramenta mais flexível — ela pode destacar um sujeito, um objeto, uma expressão de tempo ou um lugar. A clivada com what é mais limitada: ela destaca uma coisa, uma ação ou uma ideia que responde à pergunta implícita na oração com What (What do you need? → What I need is...), então normalmente não destaca a pessoa que fez algo, nem um momento exato — nesses casos, a clivada com it continua sendo a escolha natural: It was yesterday that Maria called me.
Erros comuns
- ❌ It was Maria which called me. → ✅ It was Maria who called me. (which é usado para coisas, nunca para pessoas)
- ❌ What I need it is a break. → ✅ What I need is a break. (não precisa de um it a mais — a oração com What já é o sujeito)
- ❌ What called me was Maria. → ✅ It was Maria who called me. (uma clivada com what geralmente não destaca uma pessoa)
- ❌ It was yesterday who Maria called me. → ✅ It was yesterday that Maria called me. (who é só para pessoas; expressões de tempo e lugares usam that)
Teste-se
Reescreva cada frase como uma oração clivada, destacando a palavra ou expressão entre parênteses.
- Tom broke the window. (Tom — clivada com it)
- I really need some sleep. (some sleep — clivada com what)
- We're meeting at the café. (at the café — clivada com it)
- The delay annoyed her the most. (the delay — clivada com what)
Ver respostas
- It was Tom who/that broke the window.
- What I really need is some sleep.
- It's at the café that we're meeting.
- What annoyed her the most was the delay.
Aprenda mais rápido com a GrammarMama
Este artigo trata de um único tema — veja como a GrammarMama ajuda a transformar isso em progresso duradouro:
-
Descubra o seu nível — Um teste de nivelamento rápido encontra o seu nível do QECR, para que cada exercício combine com você. Descobrir meu nível →
-
Siga um caminho claro — Pratique cada tópico na ordem certa, do A1 até o C2. Ver a trilha completa →
-
Defina a sua própria meta — Conte para a gente por que você está aprendendo, e os exercícios seguem os seus interesses. Definir uma meta →
-
Acompanhe os seus erros — Veja os padrões por trás do que mais te atrapalha e corrija-os de vez. Ver meus erros →
-
Amplie o seu vocabulário — As palavras dos exercícios são salvas e revisadas com repetição espaçada. Abrir meu vocabulário →
-
Pratique a fala — Responda aos exercícios em voz alta em vez de digitar, sempre que quiser. Experimentar a prática oral →
-
Treine a sua pronúncia — Receba feedback instantâneo, palavra por palavra, sobre a sua pronúncia. Treinar pronúncia →
-
Pratique um pouco todos os dias — Exercícios diários curtos, no seu nível, mantêm o idioma sempre fresco na memória. Começar a praticar →
O essencial
- Orações clivadas dividem uma frase simples em duas orações para destacar uma informação específica.
- A clivada com it (It was/is + parte destacada + that/who) é flexível — pode destacar um sujeito, um objeto, uma expressão de tempo ou um lugar. Para pessoas: who ou that; para coisas, expressões de tempo e lugares: that, nunca who.
- A clivada com what (What... is/was + parte destacada) destaca uma coisa, uma ação ou uma ideia — não a pessoa que fez algo.
- All pode substituir What em uma clivada com what para um sentido um pouco mais restritivo (All I need is...).
- As duas estruturas mantêm a mesma informação básica da frase simples, mas mudam o que fica em destaque — e a clivada com it, em especial, pode ter um tom contrastivo ("foi a Maria, e não outra pessoa, quem ligou").